PENSAMENTOS

segunda-feira, 13 de junho de 2011

SOBRE A MORTE

A morte nos visita a todo instante e não percebemos sua presença. Ao acordarmos pela manhã não damos conta que o dia anterior morreu, ao entrarmos no inverno não damos conta que o outono partiu e assim em tudo que completa seu ciclo e se finda não tratamos como morte e não nos importamos coma a perda ou a ausencia. Nós só consideramos a morte, quando ela se apresenta a um ente querido, ai choramos e sofremos com a  perda e a ausência.
Mas afinal o que é a morte? Podemos afirmar com certeza que tudo na nossa existência é trnsitório e que só a morte é permanente, em resumo a morte é a permanencia na impermanencia.
Ao lancarmos nosso olhar para o cenário da existência observamos que clicos menores se fecham dentro de cliclos maiores, que também se fecham e até hoje ninguém sabe aonde isso termina, assim sendo a morte é necessária, pois ela é arauta de um novo tempo,
Outro aspecto a observar é que na morte está impregnado o sêlo do Mistério, e que a morte não é o oposto da Vida. O oposto da morte é o nascimento. A morte não tem capacidade de findar a Vida, pois esta já havia antes do nascimento e permanece após o fim da existência. O que a morte finda é a existência, como dizia o poeta Fernando Pessoa “.....tudo é verdade e caminho, nunca, jamais niguém se perdeu, morrer é apenas não ser mais visto....”
Se a morte é necessária, o sofrimento que a morte nos causa é desnecressário, sem deixar de ser justo. Sofremos porque estamos identificados com a existência e não coma a Vida e essa identificação gera aquilo que o saudoso Pierre Weil definiu como a “Ilusão da Sepatratividade”, a falsa identificação gera o apego, o apego gera o sofrimento e o sofrimento nos aprofunda na ilusão, criando assim um circulo vicioso.
Assim, cabe-nos reverenciar a morte como portadora do novo e desejar a quem parte, felicidade na sua próxima existência seja lá como ela for  e onde for.

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